sábado, 20 de fevereiro de 2010

Marasmo

No pós janeiro navega a nau
Águas calmas sucumbem à proa
Anjos joviais cantam. A voz não destoa
Em prostrar-me não há mal.

Trago nos olhos o fulgor do tempo
A perfeita métrica em construir o saber
A profusão bilíngue do pensamento
A unção profética do viver!

Ternamente, entrego-me: Tenho sede, confesso!
Mas a água é suntuosamente morna
Temperatura, às vezes adorna
Porem, o sofrimento enriquece o verso.

Fernando Eugênio Tozzo

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